Você resume ou copia o livro?

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Um dos fundamentos do curso Método de Aprovação é o estudo e a revisão por meio de resumos do conteúdo.

A questão que volta e meia nos é trazida é: como fazer um resumo verdadeiramente sintético?

Vejam essa dica do Prof. Gerson Aragão:

Assim, não adianta fazer um resumo de um livro de 100 páginas em 40 páginas. É importante condensar ao máximo as informações, por meio das palavras-chave.

Comece, então, primeiramente, grifando as partes mais importantes em cada capítulo. Lembre-se que, às vezes, o autor dedica várias páginas a um certo tópico e subtópico e você pode por no seu resumo só as conclusões do tema, as características, os elementos daquele instituto etc.

Vamos dar um exemplo: digamos que um determinado assunto seja polêmico. O autor abordará o que diz a lei, a doutrina e a jurisprudência. Em regra, para provas de concurso prevalecerá o entendimento da jurisprudência e, havendo divergência entre STJ e STF, ou prevalece o entendimento do STF, ou então se cobra o do STJ, se for entendimento mais recente e previsto em informativo de jurisprudência.

Exemplo de fichamento/resumo:

Status de tratados internacionais no Direito Brasileiro

– Tratados comuns: status de lei ordinária.

– Tratados comuns em matéria tributária: status de lei ordinária, mas supralegais em relação às leis tributárias nacionais.

– Tratados de direitos humanos que não seguiram o rito do art. 5º, §3º, da CF: doutrina entende que têm status material constitucional (Flávia Piovesan); STF entende pela supralegalidade (Gilmar Mendes. Caso do depositário infiel).

– Tratados que seguiram o rito do art. 5º, §3º, da CF: têm status material e formalmente constitucional (Flávia Piovesan); STF entende pela equivalência a EC.

Provavelmente o tema acima é abordado em várias páginas do seu livro, mas fazendo esses resumos sucintos, você poderá relembrar de outros detalhes.

É muito importante que os livros que você utiliza para estudar sejam voltados para concursos, porque seus autores têm interesse em expor as divergências legais, doutrinárias e jurisprudenciais e muitas vezes destacam as conclusões ou mesmo dispõem de um resumo ao final de cada capítulo.

Grandes autores, como José Afonso da Silva, Hely Lopes Meirelles e Humberto Theodoro Jr têm livros mais extensos, podem não mencionar as divergências doutrinárias e são voltados mais para um público acadêmico, mesmo que seus ensinamentos sejam utilizados em concursos. Nisso, mais uma vez ganham importância os manuais e sinopses voltados para concursos, porque eles mencionam a posição da doutrina clássica, mesmo que minoritária.

Se você tiver outras dúvidas sobre como fazer resumos ou até escolher por quais livros estudar, se inscreva no canal de Youtube do Método de Aprovação e acompanhe as postagens deste blog, ok?

Um abraço e até a próxima!

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