O que são gatilhos de memória e como usá-los?

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Segundo o Wikipedia, memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar (evocar) informações disponíveis. Sabemos que o cérebro humano é capaz de processar muitas informações, mas ele seleciona que fatos ou informações serão armazenados de forma permanente.

Nesse sentido, é importante lembrar que existem memórias de curtíssimo, curto e longo prazo. As primeiras duram por segundos ou minutos, como quando se memoriza um número de telefone que será ligado imediatamente depois ou se contam cédulas de dinheiro.

As memórias de curto prazo permanecem por cerca de 24 a 48 horas, pois o cérebro não as reputa importantes. Caso queira mantê-las, é necessário ficar repetindo a informação desejada.

As memórias de longo prazo, mais importantes para aqueles que estudam para concursos públicos, podem durar por anos e geralmente ficam consolidadas pela maior inter-relação dos neurônios envolvidos.

William Douglas entende que uma bem sucedida memorização é um processo que envolve cinco fases: captação, fixação, manutenção, recuperação e transmissão[1].

Nesse processo de consolidação na memória de longo prazo dos conteúdos estudados, uma excelente estratégia a ser usada pelo concurseiro é utilizar gatilhos de memória.

O gatilho de memória nada mais é que uma associação de uma informação a alguma lembrança. Ex. ao ouvir a música “X”, você se lembra de um determinado local ou pessoa. Ao sentir o cheiro de uma certa comida, lembra de quando sua avó preparava esse prato nos domingos em família etc.

Daí porque Gerson Aragão recomenda que se usem as emoções nesse processo de memorização. Se você é da área jurídica, certamente se lembra de algum processo em que atuou que lhe foi especial, de forma que não somente se lembra do caso concreto, mas também da argumentação jurídica envolvida. Provavelmente, caindo na sua prova algo parecido, essa sua memória o ajudará a resolver a questão.

É possível que você crie esse gatilho emocional. Um ótimo exemplo dado por Gerson é resumir todo um trâmite de um processo em que as partes envolvidas sejam parentes ou amigos seus, mesmo que isso não ocorra na realidade. Um exemplo bobo: imagine que você e seu/sua irmão/irmã estão brigando por um brinquedo. Sua mãe será a juíza e seu pai, o promotor. Seus primos serão as testemunhas. Desenvolva daí como funciona uma ação possessória de bem móvel. Viu como não é complicado?

Para saber manter e transmitir para o papel as memórias obtidas com os estudos, é essencial que façamos resumos e revisão deles periodicamente, consolidando e, inclusive, aprimorando a memória. Nesse sentido, assista essa dica do Prof. Gerson:

Por exemplo: você pode ter aprendido que o processo de impeachment se inicia na Câmara dos Deputados e, se aprovado nesta, vai para o Senado Federal, que julgará quem responde pelo crime de responsabilidade. No entanto, uma informação que não consta no texto literal da Constituição e que foi construída pelo STF é de que o recebimento da denúncia pela primeira Casa não vincula a segunda – STF. Plenário. ADPF 378/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 16, 17 e 18/12/2015 (Info 812). Essa informação pode ser agregada ao seu resumo por palavras-chave (RPC) e aumentar a rede neural usada por seu cérebro para manter e consolidar essa informação.

Esperamos que você mantenha em sua memória essas importantes dicas e comece a construir seus próprios gatilhos de memória, acertando seu alvo: a aprovação em concursos!

Até a próxima dica!

[1] SANTOS, William Douglas Resinente dos. Tudo o que você precisa saber sobre como passar em provas e concursos e nunca teve a quem perguntar. Rio de Janeiro: Impetus, 1999, p. 183.

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