O que fazer quando leio no livro o assunto, mas não acerto as questões?

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Não existe um livro perfeito para concursos públicos. Se você, ao resolver questões, se depara com algum tema que não está no livro que está adotando para estudar aquela matéria, não entre em desespero e saia comprando vários da mesma matéria. Primeiro, porque, repetimos, não existe um livro perfeito, que aborda todos os assuntos (a não ser que o nome desse livro seja Google, hehe); segundo, porque sempre haverá atualizações na legislação e na jurisprudência, podendo modificar muito ou pouco o entendimento sobre aquele tema[1].

O estudo para concursos exige familiarização com seu material de estudo. Se você, a todo momento, troca de livro, sinopse ou resumo, é capaz de sua mente ficar confusa, esquecendo conteúdos aprendidos ou, pior, embaralhando as informações.

Assim, se você já tem estudado há alguns meses com o mesmo livro ou coleção de livros e, por acaso, ouve de outro colega que alguém passou num importante concurso “só” estudando pelo livro ou coleção “X”, não abandone, necessariamente, o material que está usando para usar esse outro. Ah, e, de uma forma ou de outra, evite comprar uma coleção inteira sobre uma matéria de uma vez só: pode ser que não goste dela, que acabará ficando “encostada”, ou, ainda, surja uma nova lei que altere muitos dispositivos legais, tornando a referida coleção ultrapassada.Imagine a “alegria” daquela pessoa que comprou toda uma coleção de Direito Processual Civil no início de 2015 e, em março daquele ano, descobre que foi promulgado o Novo CPC!

Escolha, então, um bom livro ou sinopse (se a matéria for pequena ou não for cobrada em profundidade para o cargo almejado) para estudar aquela matéria, sabendo que ele não será “A Bíblia” – haverá temas que ele pode falar muito, pouco ou nada. Associando, no entanto, o seu estudo com a resolução de questões, leitura de lei, súmulas e informativos, bem como montagem de um resumo por palavras-chave, cada vez mais você poderá complementar e aprofundar os temas estudados.

Para isso, portanto, não tenha pena de “gastar o livro”. Grife, faça anotações nele dos temas interessantes que encontrar em suas outras fontes de estudo (questões, jurisprudência etc) e faça suas revisões periódicas. Esse processo aumentará sua capacidade de memorização e, melhor de conexão entre temas e matérias.

Por exemplo: se você está estudando sobre as imunidades dos parlamentares, certamente poderá agregar informações colhidas dos recentes julgados do STF sobre membros do Congresso Nacional que foram presos no âmbito na Operação Lava Jato. Além disso, se estiver estudando Processo Penal, poderá “linkar” o tema acima com o de prisões. A geração dessas interconexões enriquece seus estudos e poderá ser um grande trunfo em eventuais provas discursivas e/ou orais.

Enfim, ter uma bela biblioteca não o fará passar em concurso público.Faça uma escolha consciente do material que utilizará e o use sem moderação (hehe), associado, é claro, à leitura de legislação e jurisprudência e resolução de (muitas) questões!

Um resumo do tema de hoje pode ser visto nesse vídeo dos Professores Gerson Aragão e Márcio Cavalcante:

Bons estudos!

 

[1] Para aprofundar sobre esse tema de escolha de material de estudos, recomendamos os seguintes textos do blog: http://blog.metododeaprovacao.com.br/e-melhor-estudar-por-livro-apostila-ou-resumo/ e http://blog.metododeaprovacao.com.br/qual-e-o-melhor-livro-para-se-estudar-para-concurso/.

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