O poder do hábito nos concursos

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Se pegarmos o primeiro dicionário em nossa frente, veremos que o hábito significa uma palavra masculina que corresponde a uma maneira permanente ou frequente de comportar-se, mania.

Todos nós estamos cercados de “hábitos“, isto é, execução de atividades diárias que nem percebemos que realizamos, sem sequer pensarmos, quase que de forma automática.

Quem nunca acabou de tomar banho, fez todo o asseio pessoal e no final se perguntou, será que já passei o desodorante? E vai lá, na dúvida, efetua a mesma ação, pois de tão automática, sequer lembra que já o passou.

Ou quem de tanto pegar o mesmo caminho para a faculdade/ trabalho todos os dias, errou quando o destino mudou naquele dia específico de tão habituados que estávamos?

Mas o que isso tudo tem a ver com concurso? O hábito, meus caros, pode ser implementado em toda e qualquer atividade, inclusive nos estudos e assim tornar a iniciativa de sentar na cadeira para estudar automática.

Muitas vezes, a pessoa até gosta de estudar, mas o difícil é começar naquele dia, pois gastamos muita energia pensando em como estudar, que horas começar, etc… e quando vemos, planejamos tanto e nada executamos.

Comigo, por exemplo, era assim: Quando estudava no quarto, minha cama me chamava. Quando em outro compartimento da casa, muitas distrações, mas eu sabia que precisava de disciplina nos meus estudos para alcançar a aprovação.

Após algumas leituras, percebi que existem formas de estabelecer ou substituir hábitos, sendo que para isso, faz-se necessário identificarmos uma deixa/gatilho + uma rotina + uma recompensa. 

Han, como assim? Calma, vou explicar.

No meu caso, por exemplo, sabendo que meu rendimento em casa era muito baixo, o meu gatilho para começar a estudar era deixar minha mochila arrumada e me dirigir a uma biblioteca. Ao chegar na biblioteca diariamente, meu cérebro a identificava como um lugar para estudos, onde eu passaria algumas horas do meu dia (rotina) e ao final do dia retornaria a minha casa, local em que meu cérebro já identificava como descanso e sequer tocava no livro (via de regra), sendo que minha recompensa era pôr em dia minhas séries favoritas (sim, não sei brincar de ver netflix, amo séries), e assim o loop do hábito (expressão utilizada pelos cientistas) estava montado.

Desta forma, todo dia que eu acordava, eu não precisava “pensar muito“, porque os materiais de estudos já estavam arrumados e eu sabia que tinha que ir a uma biblioteca, sendo que geralmente começava a leitura pelas mesmas coisas, ex: vade-mecum + caderno/livro + resolução de questões.

Assim, com a rotina estabelecida e cumprida diariamente, minha mente já sabia que voltar para casa ao final do dia e assistir seriados seria minha recompensa.

Bem vindos ao Poder do hábito!

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