Intensidade versus Regularidade.

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Uma das histórias que mais ouvimos são as de pessoas que estudaram, estudaram e estudaram para um concurso público, mas que por conta das adversidades da vida de cada um, davam “uma pausa nos estudos“, que a principio era para ser de 1 mês, 2 ou 3 meses e acabam levando a pessoa a ficar anos a fio sem estudar.

Sabe por que muitas vezes isso acontece? Por conta do excesso de intensidade.

Muitos alunos iniciam seus estudos com muita garra e querem simplesmente acabar com o edital em pouco tempo, para isso se utilizam de uma carga horária super pesada de estudos… e o que acontece no final?

Isso mesmo, cansam e desistem ou “pausam por um tempo“.

Não é a primeira vez que você ouvirá isso e nem será a última, mas mesmo assim repetimos para que cada vez entre em sua mente:  Passar em concursos não é só estudar, é preciso ter técnicas, é necessário ter estratégia para que se tenha o folego necessário para aguentar essa maratona.

Não basta só ter força de vontade.

Fazendo uma analogia com academia: todos os dias você precisa treinar para atingir uma hirpertrofia. Por outro lado, você deve deixar seu músculo descansar também, pois não se aconselha fazer musculação 2x ao dia com a finalidade o resultado mais rápido… Se fizer isso, a pessoa estará na contramão do que almeja.

O mesmo raciocínio vale para sua força de vontade, a qual pode até ser treinada, mas também sofre fadiga e possui um limite máximo.

Logo, vê-se que a intensidade não é tudo e não deve ser utilizada a todo momento. Caso contrário, você vai cansar muito antes de atingir um nível ideal para passar em algum certame.

Então, o que devemos fazer?

REGULARIDADE! Esta é a palavra que buscamos.

Manter um estudo de forma regular, diariamente, tijolo por tijolo.

Entende-se por regularidade como aquilo que se ajusta a uma ordem, que mantém uma determinada frequência.

E com esta constância, passamos a estabelecer o hábito de estudar e assim paramos de utilizar nossa força de vontade, eis que  trata-se de um hábito, sendo quase “automática“ a realização desta atividade (estudo), de modo que não haveria gastos de energia em ter que pensar que você deve estudar, pois já virou uma ação usual para você.

Desta forma, conseguimos correr essa maratona, a qual não sabemos ao certo a quantidade de kilomêtros deveremos percorrer até o ponto de chegada, a aprovação.

Mas não se preocupem, pois a regularidade lhe ajudará a manter o ritmo para essa jornada de médio e longo prazo.

Quantas horas você estuda por dia? Quantos meses você demorou para passar?

As respostas para estas perguntam são muito relativas e depende de cada um, de cada ação, do nível do concurso, do trâmite do concurso (se houve suspensão ou não)…

O importante é entender que estudar um pouco por dia, é muito mais proveitoso do que estudar tudo num dia só porque o aluno deixou de estudar a semana inteira e decidiu deixar tudo para o final de semana…

Mas como começar a ter essa regularidade se nunca estudei para concursos ou estou voltando a estudar após um tempo parado?

Tente primeiro começar a estudar pelas matérias que mais gosta, e assim tentar manter essa rotina por um mês pelo menos, a fim de que vá absorvendo cada vez mais aquela ação como um hábito.

Quando o edital sair, é possível falar em uma intensidade nos estudos, pois você sabe muito bem a quilometragem que terá que percorrer (meses até a prova) e assim, conseguirá finalizar essa tarefa a curto prazo.

Já quanto a intensidade do estudo na semana final, vai depender do nível de estresse do aluno.

Não adianta aumentar a quantidade horas, perder noites de sono, tentando aprender o que até o momento não leu e chegar na prova cansado, tenso ou até mesmo doente, devido a imunidade baixa por conta do estresse.

Por isso, a ordem é: Mantenha uma Regularidade. Organize seus horários, analise seus desempenhos , estabeleça uma rotina de estudo que seja cumprível de acordo com sua disponibilidade… Melhor do que entrar com intensidade e desistir no meio do caminho. Pensem nisso.

Vejam abaixo um pouco mais o Video feito por Gerson Aragão sobre o tema:

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