Devo me preocupar com questões difíceis?

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Recentemente, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão responsável pelo controle administrativo e financeiro do Ministério Público, decidiu por anular uma questão, que ficou conhecida no “mundo concurseiro”, cobrada no concurso público para promotor de justiça de Minas Gerais[1]. Essa questão perguntava sobre a teoria da graxa, desconhecida pela maioria da doutrina jurídica, e, segundo informado pelo relator do processo no CNMP, o percentual de pessoas que a acertou foi de apenas 7%.

Feita essa breve introdução, pode-se questionar: devemos nos preocupar com questões difíceis?

No caso da questão da “teoria da graxa” acima, mesmo que ela não tivesse sido anulada, certamente não foi definidora de quem passou ou não pra segunda fase do concurso referido.

Na verdade, não se deve entrar em paranoia com possíveis questões difíceis que venham a ser cobradas em sua prova.

Primeiro, porque se é difícil pra você, será também para a maioria dos seus concorrentes.

Segundo, e mais importante, porque, estatisticamente, há muito menos questões difíceis. Segundo análise feita pelo Prof. Gerson Aragão, em média, 50% das questões de concurso são fáceis, 30% médias e 20%, apenas, difíceis.

Veja, então, por esse lado: se você é capaz de acertar as questões fáceis e médias, estará pontuando em torno de 80% da prova, o que é suficiente para passar na maioria dos concursos! Então, pra que se preocupar com as questões difíceis?

Foque, primeiramente, em fazer sua base de conhecimento através de questões de nível fácil e mediano. Por serem a maioria, você já terá o feeling de como é cobrado o assunto na prova. Como temos comentado em vários posts do blog, utilize as estratégias do edital sintetizado e do resumo por palavras chave na sua preparação, inclusive quando da resolução de questões.

Com o passar do tempo, à medida que a sua carga de conhecimento sobre a matéria for aumentando, verificará que as questões fáceis se tornarão facílimas, as médias, fáceis e as difíceis, médias.

Saiba, no entanto, que questões difíceis sempre existirão, porque são necessárias para eliminar candidatos, bem como para ajudar em critérios estatísticos de avaliação do certame.

Mas, repetimos, seu foco e preocupação não devem estar nelas, mas numa boa execução do concurso. Ora, não adianta você saber de cor o que é a teoria da graxa, mas não saber conceitos básicos da matéria, que têm muito mais chances de serem cobrados em prova.

E como diz o Prof. Gerson Aragão no vídeo abaixo, “o que te leva a passar é a quantidade de acertos e a consistência”:

Então deixa essa “graxa” pra lá e vá resolver (muitas) questões! Não se preocupe com os imponderáveis! Siga em frente e, se cair, levante-se e continue a trilhar seu caminho rumo à aprovação.

Um grande abraço e até a próxima dica!

[1] Para saber mais sobre esse curioso caso, leia: http://www.cnmp.mp.br/portal/todas-as-noticias/10348-conselheiro-anula-questao-e-determina-republicacao-de-lista-de-classificados-de-concurso-para-promotor-do-mp-mg. Acesso em: 11/06/2017.

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